quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O retorno

Tudo que preciso é de uma frase.

Seja pra te calar.

Pra te fazer ouvir.

Pra ouvir a revolta.

Talvez a confirmação da minha própria derrota.

Enquanto insistem que o mundo é mundo pelas relações políticas,

Eu continuo viajando nessas ações humanitárias,

Essas representações igualitárias,

Que não me levam a lugar algum.

Mas…

E quem disse que eu quero ir?

Meu interesse é outro.

O de não voltar a essa ideia de que o mundo é mundo pelas relações políticas.

Sabe o valor quem já conseguiu fugir das escolas que fazem das cabeças, cocô.

Quem viveu um dia de amor intenso sem grandes brilhos,

Quem teve a vida sobre os trilhos,

No instante do trem passar.

Quem piscou e se viu sem vida,

Quem viveu e nem piscou,

De quem a vida parou

Tudo por causa do cara que não arriscou.

Chega desses versos que não tratam dessas tais relações políticas.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Essa é para todos os companheiros bêbados do Brasil.

O escape

E junto ao etílico e a falta de coordenação,
Verte de onde nada deveria verter,
As mágoas e as indignações,
Talvez uma alegria incabida
que tristemente deixa o corpo
acompanhada do desagradável
clorídrico que lhe queima
o esôfago e as ventas.
E antes tudo era diversão...
Ou esquecimento...

Bianca Brignoni


Ai meu povo, como eu me divirto!
Essas baboseiras que escrevo em aulas chatas me faz não dormir na classe e me deixa mais livre (leve não, por razões de massa).

Não vou falar do semestre acadêmico, que só está pendente por causa da minha matéria mais odiável: sintaxe clássica. Mas com muito muito muito muito muito esforço talvez eu passe. Falando nisso, vou estudar enquanto baixo clipes no KeepVid.

beijocas e bom desconso para os que podem se dar a esse luxo!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tudo é INSS. Tudo é marcha. Tudo é greve.


Somos a desconstrução do universo.
O fim do começo?
O começo do fiim?
E o meio? Que meio?
Tudo surreal,
Tão prático.

As notas valem a fome inexistente,
A doença curada,
Valem a diversão comprada.
Os amigos.

Que amigos terá, favelada?
Os AUDIS não te enchergam.
Põe tua meia arrastão.
Não.
Põe o livro no braço e sai.
E foge.
A rainha má é tua sociedade,
Que te quer drogada e prostituída.
Escola como?

Foge quem pode.
Fica quem quer.
Quem quer a vida estragada.
Estragada pelo voto que foi errado,
Que foi alienado,
Que virou vale-gás.
(18-06)



Quando as observações do estágio estão chatas de mais, a gente escreve, né?

Ah, e 'malvados' sempre faz bem.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Happy Hours


Neste sábado (21/05), começou o projeto de extensão dos estágios supervisionados em português 1 e 2. Bem, e o que isso tem a ver com a foto aqui ao lado e o título "Happy Hour"? A parada é que, ao chegarem na UnB às 8:00 da manhã, pais, alunos, estagiários e professores ficaram chocados com o verdadeiro emporcalhamento do ICC (principalmente a ala sul). Isso aconteceu graças aos diversos Happy Hours que lá ocorreram. Sim, acadêmicos fazem festa nas salas de aula e por lá enchem a cara de cachaça.
Mas o fato de fazer baderna e encher a cara de alcool não me incomoda nem um pouco, além do mais eu fui em 3 happy hours essa semana passada. O que choca é que nessa festa específica (CABio - Centro Acadêmico de Biologia), simplesmente mijaram e jogaram bebida dentro das salas, sujaram corredores e deixaram os banheiros inutilizáveis.
Se não fosse esse ato de pessoas não civilizadas, tudo bem. Mas poxa galera, precisa foder com o prédio? Todos sabem que nem é permitido fazer farra dentro da universidade, mas já que vão fazer, que façam direito, sem destruir e degradar nada.
É certo que universidade sem drogas e rock n' roll num é nada, mas existe grande diferença entre curtir e queimar o filme da universidade. Até certos pais que vieram trazer seus filhos pra aula de extensão viram a parada toda e alguns chegaram a tira-los do projeto.
Sei não viu, mas acho que tudo tem um limite. fikadica =]
Ah, e um agravante dessa sujeirada toda desse pessoal chovinista, é que todo sábado funciona a escola de línguas nesse prédio que quase sempre hospeda a destruição.
Bom, no subsolo sempre tem essas festas, mas como lá sempre foi largado, fechado e fedido, ninguém se importa. E aí?
Vamos pensar e agira nesses pontos problemáticos neh?

kisses, inté!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pessoas do avesso


Já imaginou você recém desperto, abrindo os olhos e olhando pela janela, PELO AMOR DE BRAD PITT, pessoas vermelhas com suas peles viradas do avesso!
Lombra?
Eu opino dizendo que a lombra (falando de verdadinha agora), pode ser só do camarada perturbado, mas que de fato todos estamos virados do avesso, que tudo está virado do avesso e o pior de tudo: ninguém percebeu ainda. As pessoas gastam com inutilidades que fazem "o corpo se mecher sem sacrifícios" para que percam 50kg em 30 dias e assim possam comer bigmacs que as farão morrer de infarto aos 42. Mas, acham charlatanice e perda de tempo/dinheiro dar um prato de comida pra quem não tem nem onde dormir. É comum esse tipo de galera não se flagar que seu filho não é melhor que ninguém e que a má companhia que o levou para as drogas e para o crime é ele mesmo, ou o irmão ou o filho educado daquele casal maravilhoso que os convidam para passar o verão na praia.

Por favor, a classe média alta é cega, os milionários tem 76764542399812 de reais injetados pelo banco em forma de 'crédito' em suas impresas e reclamam porque os sobrinhos da empregada só vão na escola pelo lanche e estão ganhando bolsa família.Sim, e essa mesma secretária doméstica (fica menos vulgar ou mais ridículo uma expressão assim?), paga mais imposto que um advogado. E se um dia faltar algo em casa e ela desesperada furtar algo, vai pra cadeia. Issoooo, porque lugar de bandido é na cadeia!

E pra mostrar mais uma evidência que de fato tudo está perdido, no show do Motörhead tinha uma garota meiga que beirava a grade e que não, eu disse NÃO ADMITIA que esbarrassem nela. Quê? Como assim? A garotada não quer ver gente nem acendendo cigarro no shooow meu povoooo. E isso é verídico! cara, quero que todo esse putedo vá pra... longe de mim que não quero ter vitiligo de tanto me estressar com isso.

Kisses.

Pink Floyd é bom neh gente?


já pensaram numa camiseta com o chapolin falando 'FOLLOW ME the goods'? Ia ser legal.
Ah, a foto é pra mostrar que até a Barbie que era patricinha agora pode ser comprada também na versão hippie. é uma bagunça mesmo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

alegria

As vezes a gente sai buscando sem saber o que quer procurar.
Encontra sem entender se achou.
Mas afinal se isso acontece,
Então é a parábola que não se fechou.
Só ficou...
no ar.

As estrelas são eternas, olhar?
Amanhã.
E a morte leva.
É sempre igual,
Só que diferente.
Por isso ninguém sabe.


kisses, hoje o poeminha é da Bia msm, yo.

domingo, 3 de abril de 2011

Aurora


Não, este post não é sobre a música do Chaves do final do terceiro episódio em Acapulco. (lembram? eu adoro aquele!)
Não sei se o horário biológico está diretamente ligado a sensação de bem estar que as pessoas sentem em determinadas horas, mas devo afirmar que acho o amanhecer é sublime.
O silêncio da noite, quebrado apenas por eventuais pios de coruja e por aquele grilinho que faz rodízio com os pingos d'água na pia, dão lugar aos passarinhos que vão acordando e os papagaios que saem em busca de uma boa plantação de sementes.
Esse leve frescor causado pela umidade matinal do ar, nos desperta delicadamente de nossos sonhos. As vezes agradeço acordar, pesadelos com zumbis não e são nada felizes.

Claro que toda essa coisa romântica é para os que não tem insônia e não chegam em casa às 5 da matina, ou talvez até as 7 e meia. Eu sinceramente não vejo um custo-benefício que valha chegar como nascer do sol parecendo uma puta falida, mas enfim.... As pessoas precisam viver uma noite intensamente pra sair da mesmice. Só não vale transformar isso em mesmice!

Das Pedras

de Cora Coralina

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida…
Quebrando pedras
e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.


Que coisa, eu que já escrevi tantos poemas, agora recorro a poemas outros que não os meus. Acho que devia ter posto "O Sobrevivente" de Drummond. HAUAHuAH

Não, a Cora é divina. Resolvi até por uma foto de quando fui a Pirenópolis. Bela cidadezinha.


beijinhos,