sábado, 17 de dezembro de 2011

Pra quê? Por quê?



Você que tem várias caligrafias,

Muitos penteados

E diversos eus.

Você que foi filho, que é pai,

Que será tia ou que é mãe e médica.

Como pode saber quem é?

Como vota em quem nào é?

Como ama sem saber quem ama?

Diga o porquê de ser assim.

Acordar, comer, dormir.

Trabalhar, correr, se divertir.

Onde está a diferença?

Não vê que não há identidade?

Quem sabe nem personalidade.

Hahaha, o vazio é só meu.

O desencontro é comigo mesma.

Uma constante queda sem direção,

Sem dispersão.

Pra que eu sou?

Vários preenchimentos de meu EU.

Todos efêmeros, impulsivos, intensos.

Mas logo se vão e lá está o vácuo.

Um ser que é tantos em vários tempos.

Uma viagem em que me apresento a mim mesma tantas vezes.

Um deja vù apenas,

Pois nem cheguei a já conhecer.

Bianca Brignoni 24-05-2011


Tenho estado numa disputa só. mil sóis pra uma Terra só.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Comendo fumaça e mascando pneus.

Eu que já estava cansada do meu Forever Aloneismo no blog, me ligando à confecção de pareceres fictícios e provas sobre Machado de Assis. Porém, volto hoje para expressar de forma não tão fiel aos meus sentimentos, a irritação e decepção que tenho com toda a população-automóvel.






Tenho que admitir que no quesito de respeito às faixas de pedestes, os brasilienses ganham de 1000 a zero para qualquer outro lugar do DF e entorno que eu conheça. Só que isso me faz querer morar e dormir em uma faixa de pedestres, pois é o único lugar que me sinto segura e sei que as pessoas não passarão por ali a 80km/h.
O caso é que as pessoas-automóveis, que são onipotentes e indestrutíveis por estarem dentro de seus carros reluzentes e com atmosfera fresca, assim que saem as ruas esquecem o que é respeito, cordialidade e, arrisco dizer, o que é uma vida.
Não digo que agora pessoas-automóveis tem de andar à 20km/h e parar a cada vez que alguém insinua atravessar uma via com um movimento médio de 30mil carros/dia. Isso seria estupidez da minha parte. O que me revolta é motoristas acharem que só porque uma pessoa não utilizou a faixa na travessia de uma rua entrequadras ela mereça ser atropelada.
É muito fácil um apressadinho de automóvel fazer um retorno 2km longe, é só drigir a 100km/h e tudo está certo. Mas a apressadinha aqui, que tem a marca dos pneus Ipanema ou Olympikus, não pode deixar de caminhar 0,5km pra tentar chegar ao destino com os pés menos embarrados e a roupa menos ensopada em um dia de chuva. Não, se ela fizer isso será vítima de buzinas, atropelos, xingamentos.
Na Eixo rodoviário de Brasília, que não possui semáforos ou faixas, temos as passarelas subterrâneas. Toda vez que passo por ela acho que seu cheiro de dejetos humanos e drogas não pode ficar pior e mesmo assim, a cada nova passagem que faço, acho que está pior.
Mas isso não é o problema central, antes o fosse. O real problema dessas passarelas é o de nunca haver iluminação (uma lâmpada não dura 2 dias sem ser depredada por vândalos) e de comumente ocorrerem assaltos à luz do dia, já que é uma passarela subterrânea e está sempre escuro =].
Mas tudo bem, os prejudicados nessa história são só moradores de cidades satélites que ganham R$545,00 e não tem poder de mudar nada, ciclistas, estudantes e quem mais for que não tenha seu carro japonês, alemão, inglês ou qualquer outra nacionalidade.
E esse pessoal-automóvel que passa por cima do que seriam bons modos, ou simplesmente passam por cima de pessoas, continuará xingando quando chegar o dia em que suas veias obesas estarão tão entupidas de colesterol, quando suas colunas atrofiadas urrarem pedindo socorro e quando virem que odiagnóstico do cardiologiasta é: agora tem de caminhar. E o pior: em cima de uma esteira, que não leva a lugar algum.

Abaixo, um vídeo cômico do querido Guilherme Zaiden (confissoes de um emo, Pastor Cerafim, entre outros), que fala da realide do famoso Eixão de Brasília. Obrigada.


http://www.youtube.com/watch?v=XwwTlzAZq9I

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O retorno

Tudo que preciso é de uma frase.

Seja pra te calar.

Pra te fazer ouvir.

Pra ouvir a revolta.

Talvez a confirmação da minha própria derrota.

Enquanto insistem que o mundo é mundo pelas relações políticas,

Eu continuo viajando nessas ações humanitárias,

Essas representações igualitárias,

Que não me levam a lugar algum.

Mas…

E quem disse que eu quero ir?

Meu interesse é outro.

O de não voltar a essa ideia de que o mundo é mundo pelas relações políticas.

Sabe o valor quem já conseguiu fugir das escolas que fazem das cabeças, cocô.

Quem viveu um dia de amor intenso sem grandes brilhos,

Quem teve a vida sobre os trilhos,

No instante do trem passar.

Quem piscou e se viu sem vida,

Quem viveu e nem piscou,

De quem a vida parou

Tudo por causa do cara que não arriscou.

Chega desses versos que não tratam dessas tais relações políticas.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Essa é para todos os companheiros bêbados do Brasil.

O escape

E junto ao etílico e a falta de coordenação,
Verte de onde nada deveria verter,
As mágoas e as indignações,
Talvez uma alegria incabida
que tristemente deixa o corpo
acompanhada do desagradável
clorídrico que lhe queima
o esôfago e as ventas.
E antes tudo era diversão...
Ou esquecimento...

Bianca Brignoni


Ai meu povo, como eu me divirto!
Essas baboseiras que escrevo em aulas chatas me faz não dormir na classe e me deixa mais livre (leve não, por razões de massa).

Não vou falar do semestre acadêmico, que só está pendente por causa da minha matéria mais odiável: sintaxe clássica. Mas com muito muito muito muito muito esforço talvez eu passe. Falando nisso, vou estudar enquanto baixo clipes no KeepVid.

beijocas e bom desconso para os que podem se dar a esse luxo!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tudo é INSS. Tudo é marcha. Tudo é greve.


Somos a desconstrução do universo.
O fim do começo?
O começo do fiim?
E o meio? Que meio?
Tudo surreal,
Tão prático.

As notas valem a fome inexistente,
A doença curada,
Valem a diversão comprada.
Os amigos.

Que amigos terá, favelada?
Os AUDIS não te enchergam.
Põe tua meia arrastão.
Não.
Põe o livro no braço e sai.
E foge.
A rainha má é tua sociedade,
Que te quer drogada e prostituída.
Escola como?

Foge quem pode.
Fica quem quer.
Quem quer a vida estragada.
Estragada pelo voto que foi errado,
Que foi alienado,
Que virou vale-gás.
(18-06)



Quando as observações do estágio estão chatas de mais, a gente escreve, né?

Ah, e 'malvados' sempre faz bem.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Happy Hours


Neste sábado (21/05), começou o projeto de extensão dos estágios supervisionados em português 1 e 2. Bem, e o que isso tem a ver com a foto aqui ao lado e o título "Happy Hour"? A parada é que, ao chegarem na UnB às 8:00 da manhã, pais, alunos, estagiários e professores ficaram chocados com o verdadeiro emporcalhamento do ICC (principalmente a ala sul). Isso aconteceu graças aos diversos Happy Hours que lá ocorreram. Sim, acadêmicos fazem festa nas salas de aula e por lá enchem a cara de cachaça.
Mas o fato de fazer baderna e encher a cara de alcool não me incomoda nem um pouco, além do mais eu fui em 3 happy hours essa semana passada. O que choca é que nessa festa específica (CABio - Centro Acadêmico de Biologia), simplesmente mijaram e jogaram bebida dentro das salas, sujaram corredores e deixaram os banheiros inutilizáveis.
Se não fosse esse ato de pessoas não civilizadas, tudo bem. Mas poxa galera, precisa foder com o prédio? Todos sabem que nem é permitido fazer farra dentro da universidade, mas já que vão fazer, que façam direito, sem destruir e degradar nada.
É certo que universidade sem drogas e rock n' roll num é nada, mas existe grande diferença entre curtir e queimar o filme da universidade. Até certos pais que vieram trazer seus filhos pra aula de extensão viram a parada toda e alguns chegaram a tira-los do projeto.
Sei não viu, mas acho que tudo tem um limite. fikadica =]
Ah, e um agravante dessa sujeirada toda desse pessoal chovinista, é que todo sábado funciona a escola de línguas nesse prédio que quase sempre hospeda a destruição.
Bom, no subsolo sempre tem essas festas, mas como lá sempre foi largado, fechado e fedido, ninguém se importa. E aí?
Vamos pensar e agira nesses pontos problemáticos neh?

kisses, inté!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pessoas do avesso


Já imaginou você recém desperto, abrindo os olhos e olhando pela janela, PELO AMOR DE BRAD PITT, pessoas vermelhas com suas peles viradas do avesso!
Lombra?
Eu opino dizendo que a lombra (falando de verdadinha agora), pode ser só do camarada perturbado, mas que de fato todos estamos virados do avesso, que tudo está virado do avesso e o pior de tudo: ninguém percebeu ainda. As pessoas gastam com inutilidades que fazem "o corpo se mecher sem sacrifícios" para que percam 50kg em 30 dias e assim possam comer bigmacs que as farão morrer de infarto aos 42. Mas, acham charlatanice e perda de tempo/dinheiro dar um prato de comida pra quem não tem nem onde dormir. É comum esse tipo de galera não se flagar que seu filho não é melhor que ninguém e que a má companhia que o levou para as drogas e para o crime é ele mesmo, ou o irmão ou o filho educado daquele casal maravilhoso que os convidam para passar o verão na praia.

Por favor, a classe média alta é cega, os milionários tem 76764542399812 de reais injetados pelo banco em forma de 'crédito' em suas impresas e reclamam porque os sobrinhos da empregada só vão na escola pelo lanche e estão ganhando bolsa família.Sim, e essa mesma secretária doméstica (fica menos vulgar ou mais ridículo uma expressão assim?), paga mais imposto que um advogado. E se um dia faltar algo em casa e ela desesperada furtar algo, vai pra cadeia. Issoooo, porque lugar de bandido é na cadeia!

E pra mostrar mais uma evidência que de fato tudo está perdido, no show do Motörhead tinha uma garota meiga que beirava a grade e que não, eu disse NÃO ADMITIA que esbarrassem nela. Quê? Como assim? A garotada não quer ver gente nem acendendo cigarro no shooow meu povoooo. E isso é verídico! cara, quero que todo esse putedo vá pra... longe de mim que não quero ter vitiligo de tanto me estressar com isso.

Kisses.

Pink Floyd é bom neh gente?


já pensaram numa camiseta com o chapolin falando 'FOLLOW ME the goods'? Ia ser legal.
Ah, a foto é pra mostrar que até a Barbie que era patricinha agora pode ser comprada também na versão hippie. é uma bagunça mesmo.